Na lucidez das flores, Deus se retira para amar com perfeição. Para a morte ter um significado, tenho que morrer no lugar do meu destino. Destino é ir em frente. A luz, escondendo a lucidez das flores. Mãos são ausência de Deus. Dedos são a presença de mim, de Deus em sentir a humildade, a fraqueza das mãos, a morte das mãos em dedos vivos. Afastar é vida. O que receber de uma tristeza? Uivar como um animal. Ceder ao nada sendo triste. Fico feliz em dedos de sonhos, súplicas. Morri no devaneio de uma saudade. Nem saudade há mais. Tudo terminou com gotas de flores, mas o silêncio sem vida da dor é como costurar silêncio na alma, no corpo. Mais um motivo para falar, mesmo que tenha que me descosturar por dentro.p
