Blog da Liz de Sá Cavalcante

Amo só

Imortalizar que sou excluída até de não existir. Enfim, não só passou como um sol no mar, nas vidas perdidas no sol do mar atrás de escuridão. A distração do tempo é o sol em Deus, onde Deus nos procura nele, mas não encontra. Basta sonhar e adivinho o fim. Empalhar a dor, esvaziando o amor, torna-o eterno. O sol dança como nuvem. Crueldade é lembrança sem a morte. O corpo é onde eu esqueço o que de mim é esquecer. Me estimulo como uma essência, vivo como essência que falta na vida. Sinto pregado meu corpo na alma quando sorrio. Escrever são farelos do respirar, fragmentos de céu. Reagir ao respirar, ir além, onde sopra o vento, onde vivências de ar suportam a vida conversando com o respirar. Ninguém pode sentir o que sinto. Por isso, amo mais ainda, massacrada de estrelas, vivendo de melancolias de ser. Ninguém pode romper com o nada. Sentir é morrer. Ficar em estrelas é perturbar a fé, é perturbar o fim.