Blog da Liz de Sá Cavalcante

Existência

O incorpóreo ama a alma. O corpo não sabe nem porque obedece. Age mecanicamente, como o céu com seus mortos, nada resta, resta apenas compaixão. O soluçar é um pensar. Amo na existência. A existência é alguém que morreu. Vivo dentro de mim. Nem a alma interfere na existência: acha-a perfeita na sua imperfeição. A alma é sem existência. Por isso, a alma é da alma, silêncio de sol. E a existência é suspirar palavras, é a concretude da morte, é a alegria de poder falar num adeus.