Manifesto-me sem mim, uma existência que me escapa quando a amo. Desvio-me da morte num abraço sem vida como eu. Isto é o interior do amor, cultuando morte e cedendo como se eu tivesse um corpo para morrer. Morrer é a suavidade do céu no amor de Deus. Não desisto de ser assim, como não desisto das estrelas que derramam. Se, em mim, destinos, vidas são amores recolhidos por não serem sós. Sem ser só, é pior morrer. Cresci na minha morte, como se assim salvasse a poesia dos que nunca têm amor.
