O que sou corrói tudo. Não sinto, tenho medo. Sou apenas medo, solidão, abandono. Sinto-me só até na luz. A morte é meu consolo, minha paz. Sonho é despedida, nada parece real na dor, mas é tão real, parece doer, carícias do nada. Escrever me tira a memória, a solidão, o vazio. Não resta nada de mim depois de escrever. Até o sepulcro, o caixão está vazio, sem o luto de mim, da segurança de morrer como a música que escuto: nada me diz.
