Blog da Liz de Sá Cavalcante

Acessibilidade

A permanência é o fim que dura. Permanecer é o oi que dou sem notar, colando o amor. Tudo morre, tudo vem sem orientação. Vem pelas estrelas para não pensar na vida. Vida, desestimulo por um corpo ainda acessível de morte. O impossível são mãos que não se escutam, que se veem apenas em mim pelos seus soluços de saudade sem dor. Soluço como quem perde a alma por amar. Eu, sem mim, sou mais ainda eu. A chuva dança na minha pele. Minha pele é a verdade sem corpo, no corpo. A saudade de mim, pele eterna debaixo das lágrimas, onde sorrir é sempre sorrir da mesma alma que morre sendo a falta de eternidade na vida, na morte. Tudo é apenas um repouso na alma.