Blog da Liz de Sá Cavalcante

Lágrimas cortantes

Enterrar-me é me sentir respirar como um pássaro, como Deus, numa liberdade, onde falo ao respirar, numa lágrima cortante, eterna, pelo rio que corre com o meu amor e sempre sou amor. É apenas isso que sei ser. Questiono a Deus em minhas ausências. O vivo não se desgasta em morte. Ele é a solidão da morte em sedas de amargura. Nada quero do meu corpo, nem ferir minha pele. Quero apenas a presença de ser enterrada com amor numa vida contemplada como realidade além do mundo, além do fim que carrego.