Blog da Liz de Sá Cavalcante

O nada em sonhos

O nada em sonhos é acordar o sorrir, como se houvesse dois sóis entreabertos em vidas diferentes: um para a vida e o outro para a morte. Mas nenhum fecha o buraco da solidão entre a esperança e eu. Escolhi a prudência, resto que é todo de mim. Eu me amo como brumas de almas deixadas ao vento. O vento é toda a minha pele, meu ar, meu aconchego. Pele de pedra, amor de água na absorção da vida. Verei sempre a vida depois da vida de mim, seja ela terra ou mar. Um olhar perdido abrange a vida e é amor. O sonho é a pele rasgada, sem remendos, onde o nada nasceu sabendo. Eu amo mais do que eu mesma, do que o murchar da alma e me abençoo de amor, dádiva do céu, me viu crescer muito mais do que eu. Sorrio dentro de uma bolha onde não me sinto só, onde não há tristeza e a paz é a absoluta. Foi como me abraçar com Deus.