Aperfeiçoo o amor com a minha presença. O amor precisa mais de mim do que eu dele. Eu amo o amor. O amor é todos nós juntos: no ser, na pele ou na alma. Lágrimas de pele, minha única voz. Tenho tantas almas que dá para todos. Tanto amor, que é de todos. Luz é a lembrança de ver: é não sentir na pele o que vê. Ver é esconder o céu nas vísceras da pele e poder chorar de amor e o ar florir e desatar-me de mim. Falar do vento, de ouvir o sol. Nascer do sol faz a alma não envelhecer. Deixar na minha mente o que sou me faz pensar na vida e viver: este é o deserto de florescer da ansiedade de amar. Eu sou o que é para mim: apenas uma imagem decorada na imaginação. Tudo evolui sem a sensação. Sensação não é amor, basta amar. O amor é a lentidão da vida. Eu sou o que falta no meu amor. O tempo não é a verdade da rigidez do corpo, onde tudo é inusitado num Deus mais Deus e menos vida consumindo todo o meu ar. Eu evaporo em outros ares e perpetuo o ar sem respirar. O que era amor torna-se a vida de alguém.
