Ser é o fim de outro ser. Nada é o ser do outro ser. Para viver do lado do meu ser, eu vi a vida como um abraço do mar. Sentir é como a eternidade de uma flor. Flor é a única maneira de estar na alma sem o abscesso mental, a mente funciona. Nada vai além da mente. Lençóis vazios por eu dormir como se nada houvesse de ruim. A permanência são meus olhos, minha solidão. O que salta o céu que não vejo? E se o céu for uma lembrança da minha pele? Vivo sem pele, saudade de mim, do que pode ser eu em mim. Tudo é raiz, tudo é simbólico. Segurar o meu corpo na morte. Nada demais. Não me deixar morrer parece uma luta pelo meu corpo. É por mim, o corpo não importa. Nessa hora liberto a morte de mim. E, assim, tudo surge, tudo é avançar, lutar pelo que nunca foi e precisa ser. Como a união do partir e ficar. Tudo é o mesmo sem amor. Isso é o fracasso de ser.
