Tem uma alma dentro e fora de mim que surpreende o desnecessário, com a generosidade de um adeus da distância da vida com o sempre em alma. Dessa vez, a distância é a realidade sem adeus. Nada nasce do sempre, já é sempre. O sempre é a consciência. Nada pode ser minha consciência, nem a consciência é a consciência. Tudo é sempre, mas nem o sempre muda a vida. Vida é o que eu tenho sem mim. Nada é o que tenho, tenho mais sem ter. Ter não é ser. Olhos nos olhos, esquece para que veio para aparecer como água, sem a cauda de sede, onde vem o que devia ser consciência, e conserta a vida apenas em mim? O que pode o céu fazer contra a morte? Apenas abandonar o perdido como céu. Nada vive o coração. Seu amor é todo meu. O céu se desdobra de dor. tenho mãos de céu. Não posso salvar o mundo das pessoas e das minhas mãos nascerá apenas vida. E as minhas mãos serão o fim da minha vida, de escrever sem sonhar. O mar segura minhas entranhas, protege minha essência de onde sai de mim a morte, e, assim, sinto a vida mais profundamente, mais intimamente, como cárcere da minha dor, da minha morte e a simplicidade da morte é a alma encantadora dos meus sonhos, onde, ao menos, algo vive por mim na eternidade que criei.
