Corpo no corpo, alma na alma até o meu fim. Arremesso a solidão para o meu fim. Enfrento o nada com a vida de todo o meu ser. Supus que a fidelidade de ver era o bastante. É preciso amar o que vejo. Me assusta o teu nada sem fim até a morte. Prefiro o teu nada sem o fim. Vivente do amor, como um pingo de escuridão que as estrelas me emprestam na busca do sol. A paciência, querer o bem, é como me dar o bem que nunca recebi. A justiça são meus olhos: olhos do coração. A vida nasce do nada, como um sol de esperança. Desmorono, pois sei que importa apenas essa alegria, essa esperança de ser só no amor. No amor, não percebo imperfeição. Na vida, sinto o fim num abraço, na minha pele, no adeus. Laços nunca desfeitos eram a morte, a ternura de morrer. Mas a vida não se cala, testemunha de mortes supera a solidão como o nascer da flor que determina a morte, predominando o amor na identidade do céu, onde as rosas falam, exclamam vida. Onde a vida é forte, intensa. Morri na vida, morri por amar a vida.
