A falta que a vida me faz é o seu amor por mim. Leio meus olhos no espelho da morte. Não há nada mais divino do que o amor, do que me dar, do que ser para o outro. Faz eu esquecer que morri. Lábios secam a fala, a poesia. A fala da poesia é meu corpo. Lágrimas exploram a realidade. Fundir a lágrima na poesia para o sol brilhar. Nada esqueço, nada deixo de viver, porque há sol. Onde foi mesmo que morri?
