A idealidade do amanhecer é a morte. O sonho foge, a idealidade permanece. Nada para dar de mim. Posso dar apenas amor, poesia, dor e sonho. Por mais que veja a morte, meu olhar diante de mim vive a minha vida. A falta é um bem de Deus. A noção de mim é o que me persegue, desfaz laços. Criar o nada no mesmo assim. O sofrer não pode se defender. A poesia me toma, faz de mim o seu ser. Eu me sinto eu na poesia. O prejuízo de ser é a vida, último instante de paz.
