Blog da Liz de Sá Cavalcante

Ardência na alma

Não sei onde está em mim o ser e o nada. A ordem é a desordem do caos. A falta conquista Deus. Sou o que me falta: eternidade. Tatear a alma no silêncio, travando as minhas mãos na alma, encolhendo o céu. O sempre da morte é silêncio. Não se pode esconder o silêncio, esperar o pior em acordar sem viver, para não fugir de mim. A emoção é mágoa. Harmoniza a alma, a mim, a vida, a poesia e o acolhimento da morte. Não consigo canalizar a alma, nem me abster dela. Não quero forçar a alma com minha dor. Minha dor é apenas minha, apenas eu posso senti-la, como pele. Posso apavorar, sentir com meu imenso amor. O amor me escolhe para amá-lo.