A vida não precisa do mundo, nem de esquecer o frenesi da alma. Pensar o culto de mim é a chave da vida, é o segredo do ser. O princípio do fim é pensar apenas na solidão, nunca em morrer. O que é da solidão é impermanência, o que faz refletir sem afastar o que me afasta. À noite, abro os olhos para dormir. Permanecer no silêncio da alma como se nada se perdesse. Sopro as estrelas para a distância no ar, sendo perseguido pela proximidade do nada, imensidão do fim. O fim é apenas náusea na alma. Saber ter alma é fugir em alma onde posso recorrer ao nada, denunciando o amanhecer. O irregular gira dentro do amor. É difícil. Ser a ausência pode mudar a vida. Estou presa fora do respirar. É como limpar a vida da vida. Escorrer o céu, deixar o céu viver.
