O que está vivo é sintoma da morte, é amanhecer dentro da noite como uma perseverança de estrelas em letras de Sol curtindo a dor, como se existisse apenas a dor. Escrever é não ter nada em mim. Sou apenas as minhas palavras, dedico-as a quem amo. Mãos nas mãos, coração solto de amor na neblina do silêncio. A união das cinzas une o passado, o presente e o futuro. Faz de mim as cinzas do esquecimento. Este lembrar é cinza das minhas cinzas. O silêncio é a realidade de viver. Realizar sonhos é morrer? As minhas cinzas sorrindo e eu morri no sorrir das minhas cinzas. As cinzas em pele de mansidão, em pele de Sol. Isto é solidão de tanto amor.
