A alma não tem muito de si, ela apenas ama como se fosse eu. Sou feliz a esperar por mim, entre o sim e o não, que é incerteza para poder ter certeza da vida. Cada tentativa é morrer. O parto de falar é mansidão. Nada se foi, tudo será a capacidade de viver, mesmo sem a vida. Sorrir, tempestade de ser. O amanhã é o sorrir de hoje. Tudo que posso viver é o antes no depois de mim. O que é recente na morte é o antes e depois de mim. O passado da morte é o meu ser. Que justificativa tenho eu para ser? O animar das flores é ausência de sorrir a solidão. Eu não sei ser feliz quando sorrio. Transcendo em mim, como refletir o nada. Imunizar a morte de mim é incontrolável. A morte é um ruído sem voz. Tudo se compensa na morte. A vida é seriedade, amor. Controlar a falta do corpo na impressão de viver. Sorrir é cruel na tristeza. Não há situação, há ser. Na falta de um porquê, o possível como possível é a ignorância do pensamento. Faço-me eu. Meus movimentos são o nada que atravessa o mundo. Saber ser é apenas sorrir. A alegria é a totalidade do mar, na frouxidão da vida. As vidas afoitas no latejar das sombras. O olhar é caótico, é evidência de margem onde eu não sou eu. À margem de mim, o meu ser. Evitar meu ser com meu ser. O controle é a dor da alma. Sorrir é tirar um pedaço do céu.
