Não sei chorar como o chorar sem arrancar minha alma, abraçando-a. Não percebo que a sufoco. Ela morreu nos meus braços para ter a paz. A paz incomoda, é rara. Ainda sonho abraçá-la. Nunca mais eu a terei. Isso é minha morte. Não consigo viver de saudades da minha alma. Não há nem o vazio. O corpo quebra sem atrito com o corpo em pedaços. A alma poupou o corpo, que poupou a alma de morrer ainda mais. Ela está morta, como sonhava: perto do meu corpo ainda quebrado. Esta é a paz do meu corpo.
