Blog da Liz de Sá Cavalcante

Depende de mim

Depende de mim a minha morte na voz de Deus que sinto como se Deus dependesse do meu amor para ser eternidade. A força é o que não me fortalece. Eternidade é o que nunca esqueço de mim. Como sentir o jamais na minha ausência? Meu corpo é uma prisão de almas que são incomunicáveis, como o suspirar da solidão na vida. Suspirar é o ar que falta na vida. Escrever é a falta de suspirar. As minhas mãos se defendem da ausência, perda, me tocando. Precipícios desabam com mãos fantasmas. Sinto que a perda não é perda, é decepção pelo que pensei conhecer. Conheço perdas, mas não conheço decepções. A decepção do mar ao ver o Sol revigora o Sol. Não sei quando vou morrer, por isso sou feliz, até com o que me faz triste. Tua tristeza não alcança minhas poesias, minha eternidade de alegria: um único segundo de vida, amor. Amor se faz sempre, mesmo ao morrer.