Blog da Liz de Sá Cavalcante

O amor é o meu ser

Posso morrer, mas o meu amor sempre será meu ser. Não existe imagem no amor. O amor é a imaginação do espírito a criar a vida, amor. Apareço para o amor sem imagem. Ele me reconhece pelo silêncio da dor, pelo barulho do meu coração de tanto amar, morrer de amor. O coração, perco, o amor, jamais. A alma é um disfarce do amor. O amor é melhor sem alma, puro, despido de expectativa. Meu amor não me sente, não se sente bem em mim. Ser para ser, entra dentro do nada, nunca sai. Completa-se no nada, vive pelo nada, ama pelo nada. Se eu pudesse ser o nada, seria privilegiada, feliz. Veria a vida como nunca vi, como ninguém consegue ver. A consciência é a vida de Deus. deus se sonha, onde ninguém ama, ninguém cresce, amadurece. Por isso cresce apenas. Deus, em todos os instantes em que perco algo. Deus se dá a mim, até nas minhas poesias, na minha morte, renascendo para mim. O que fazer para conseguir ser eu? Me envolver em todo mar sem consciência, coração, espírito. Ir em mar, em poesias. Sentir o mar como uma rocha, devolver o mar para o céu do mar. Saber como se vê, como um não saber.