A simbiose entre o morrer e uma lágrima de vida. Vida, o que te fez vida? Te sinto tão pequena, uma criança dentro de mim que não consigo fazer nascer. Os braços não se seguram em ser nada para viver. O meu desassossego trouxe a paz ao meu coração. Nada supera o olhar de Deus. Nem a vida, nem ninguém sabe o que sou. E vem do nada. Fico na expectativa de que o nada transcenda na minha morte como um tempo que existe, mas nunca quis o nada. E hoje não há tempo para o nada, que absorve os momentos com palavras. A função do nada é tornar palavra amor. Palavra não é o que se diz. O sonho não é o que eu sonho, e sim o que faço. O sim cessa o nada, mesmo que no fundo queira dizer não, ser negativa ao nada. Saber e não saber é a mesma dor, não é o que se diz. O que sinto e o que não sinto é o suspiro do vento, na morte do amanhecer. Num amor de quem ama, num leve adeus. Parece um abraço, não é nada.
