Antes de viver, quero ser eu para me desfazer do amor. Tudo que tive foi a minha inexistência, como a secura do mar mesmo cheio. O tempo tem fim no amor, como resposta ao silêncio de Deus nas minhas poesias. Não existe enxerto para o amor, para a alma. Para o meu ser, existe a sublimação de um silêncio de morte que nunca será meu amor. O tempo de escrever é antes e depois de mim. O amor precisa de palavras. Depois de mim, haverá novas palavras e ficarei só, como o nascer da vida.
