O céu de sangue se manifesta em estrelas, até o céu se lavar de sangue para suavizar o céu, onde não existe poesia. O momento é uma poesia que explora o ser. Na sua insignificância, aprende tudo na insignificância. O corpo é a insignificância, produz a morte. O céu culmina a morte. Morte, onde estavas, que não me separou de mim? Onde eu estava separada de mim? A falta de me separar de mim é a falta da vida. A vida é um suplemento da alma, nadifica a alma no abismo da alma, como se interpretasse o Sol buscando o espírito. O centro do ser é a alma sem estar viva. O ser, seco de mim, invade o saber em um deserto. A alma se joga no mar por não ter falta de mim. A alma tem filhos inexistentes, que a cessam. Cessar é uma continuação da vida. Nada se ama na alma. Amor é sem ser, corpo, alma, por isso não respeito o amor. O amor nunca amadurece. Parir a alma para ela não nascer. Nascer perde a natureza do ser. Consciência não é presença, é uma escuridão interior: clareia o mundo como se o olhar fosse a despedida do ser, na voz de Deus. A voz é apenas esperança que não me faz ser eu.
