Blog da Liz de Sá Cavalcante

Aparecer

Aparecer na imagem de uma espera é um adeus curto de alerta que muitas vidas virão e, em mim, no adeus da poesia que modifica a imagem por um ser. Ser para não ser eu no viver eterno para parecer comigo. Quando termina o vencer me resta eu, em lágrimas que se movem dentro de mim, como se o rio de mim não pudesse me afogar, como se fosse um vômito de amor e ódio pelo nada. O meu ser se endurece de lágrimas na luta por morrer. Nada é ser para mim. Sumir com o nada, ser livre apenas para o nada, pode ser essencial. Nada é depois do nada. O amanhã é a eternidade em mim. Refazer o Sol pela eternidade é contar comigo no meu desaparecer, de corpo, alma, pele. Quando me vi como sou? Tento escapar por dentro de mim. Morri como uma vela nunca acesa. Morri por devoção do céu, para fugir das estrelas, em mar de estrelas.