Blog da Liz de Sá Cavalcante

O outro em mim

Sentir cedendo a alma é o absoluto do não sentir, devolve a paz do não sentir. O outro em mim é o meu amor, onde a alma escapa de tanto amor. As cinzas, sementes que brotam do amanhã, como uma muralha de dor a impedir a vida de ser. O real é a sombra de Deus dentro do Sol no boiar de luz. Deus boiando em luz esquece o Sol e amanhece só, sem espera, sem adeus. Entrei no Sol para constatar minha falta de alma, de morrer. A morte é a vida expressada. O silêncio é a alma da morte em mim. A morte não tem entranhas. Sinto tua alma como uma morte em mim, sinto no despercebido. Sou o que não percebem de mim, o escutar, lembrança do nada, no ser inexistente. A inexistência é a diferença do ser para o amor e a vida é o contrário de ser.