A dependência da alma é letargia na pele, nos ossos, no meu ser. Clausura na vida é minha liberdade. Não espero por mim, espero a liberdade sem a vida do céu. Nada sinto no céu. Eu o vejo como vejo qualquer coisa. O mar se traduz em mar. O debruçar do mar na vida é o meu ver puro, como o mar. Suspendo o ar para o Sol aparecer. Fico em mim por suspender o ar no nada, no esquecer da vida, que me faz lembrar da vida, do que tenho, mesmo sem a vida. Apenas o vento abre a porta da alegria, do nada, da vida. Não há portas sem vento. O que me diria o céu no vento?
