Minha identidade é escrever quando não há mais mundo, vida. Mas ainda há vida nas minhas mãos, elas não param nunca. O difícil é saber o que são minhas mãos, e o que sou eu. A sensibilidade são mãos que tocam o nada e se tocam no nada de si. Não há amor em ser: há destruição. O ser não tem identidade. Mesmo assim, a abandono para voar, livre, no abismo de mim. Vou deixa o mar do meu corpo na superfície do nada, onde o céu se prende à realidade no fim do fim. A realidade cessa o céu de esperança.
