Sonho existir, não consigo voltar a mim. Morta, delirando viver. O sol há de renascer no meu delírio de viver. O amanhecer se foi sem o sol. Não sinto o meu corpo: sinto o delírio de viver, trazendo o sol para perto de mim. Talvez delirar seja voltar a mim, embora tantos desencontros comigo, me mantiveram lúcida, sem mim. Nunca é tarde para não ser: o sol não se esconde mais entre as nuvens: fez do meu não ser seus sonhos, que amanhecem na pureza de sua alma: clareia o meu amor.
