O ser não pode transformar o nada em nada, mas o nada pode transformar o ser em nada. Tudo merece ser dito à alma, pois a alma não tem segredos. A falta do nada é a angústia a viver no esplendor do nada. Para desfazer os segredos da alma, é preciso ser imortal. Inspiro a morte e aspiro a imortalidade no mesmo amor. A morte não sabe criar, por isso, desfaz o nada, que é a criação absoluta de ser. A negação, o negativo, é um amor que todos gostariam de ter. Então por que é tão difícil dizer não, se o não afirma meu ser? A existência é um não inexplorado. A força do esplendor do nada é como o não que não consegui dizer, mas eu o amo. A alma, amortecida sem o nada, é a solidão do nada.
