Blog da Liz de Sá Cavalcante

Céu

Ninguém sabe quando a consciência, partindo com o amor ainda pode ser saudade. Sei que o tempo desfaz o nunca visto, aquilo que nunca se vê, mas fica por dentro de mim. O amor infinito sem ver a mim me reconhece, meu amor. Amar-se é deixar a alma, o corpo noutra pessoa, sempre sou eu. Eu para uma vida inteira. Se a vida não me quiser, eu faço-a me amar. Vida é sempre vida e eu vivo comigo. Falo para mim tudo que sinto. Choro, rio, me explico como quem explica ao outro: existo. Preciso existir mesmo em outros sonhos, outros olhares. E eu sinto o outro como sendo eu. Vi a realidade em meus sonhos, mais transparente que o céu. Céu e sonho é a mesma coisa.