Não me deixam ser eu, humana, feliz. Deixam-me na beirada de mim. Quase caio, desmorono. Enfio as lágrimas poesia adentro. Cresço aperfeiçoando a vida. Cresci para sofrer? Crescimento devia ser generosidade comigo, que cresci. Ninguém desabotoa minha alma. Ela é apenas minha. Minha e eu a sinto. Sei que não me perdi. Perco tudo, menos a fala. Falar me alivia. Minha voz é imortal. Parece que tudo volta pela minha fala comigo mesma. O dia, a vida são a minha fala de amor.
