Blog da Liz de Sá Cavalcante

Lampejos de dor

O que sai de dentro está fora na vida? Reconheço meu rosto apenas em tocá-lo. Mas ver desfaz o rosto. O nível é a sensação do vazio inexplorado em rosas. Rosas são o esquecimento em rosas de ilusão. É a verdade do sonho. E se sonhar for a única verdade? Verdade sente, sofre. Ela sou eu. Eu gosto de ser eu, mas onde me aprofundo é na vida que não tenho: a escuta. A escuta é o semblante da alma. Alma é a escuta eterna, vem de dentro. Eu confio no que escuto de mim. Eu sei de mim como um pássaro sabe voar e lentamente perco-me de tanta poesia, amor. A poesia é uma festa, às vezes refúgio, às vezes nada. Paciência até para morrer e eu vou pisando, anda no silêncio até ouvir o barulho do céu de amor é preciso muita sensibilidade e não apareço de tão sensível. O barulho do céu apenas eu escuto. São tantas declarações, amor, que me emociono comigo mesma. Faço-me viver em lampejos de dor.