Se eu não existo, me faço existir. Cada ser, cada alma é especial, onde tudo pára para amar. Cada um ama a sua maneira. O amor salva. A vida se resume num abraço. Sinto-me chovendo amor, onde há apenas o dia. E desse único sol, único dia, tudo vai nascer a lapidar o amor e, assim, o céu agradece a companhia de Deus em mim, monólogo a dois num ouvir da realidade. Manter o corpo no corpo, eu no eu. É enriquecer a vida de amor. O amor é um enigma amando. Amor tem corpo, alma, mesmo sem mim. O amor se empresta a mim. Esqueço tudo, menos o valor de amar. É inesquecível como alma noutra alma. Não existe fim no amor, existe mais amor. Existe um porquê irrealizável que também é amor. Amor que devolve ao tempo a paz da vida. Sou velha de tanto amar e nova em sonhar. Sonhar é a possibilidade de haver vida.
