Blog da Liz de Sá Cavalcante

Desrazão de tudo

O pensar impensável na alma, na cortina que o vento forma no inapelável amor. Sair de dentro do mar. É perder a alma. O subterrâneo do mar é o ser, sem o ser, sem o mar. Ofereço ao mar que ainda existe. A certeza de mim, do meu amor. Debaixo das palavras, se esconde o universo. Entre a proximidade do céu, a distância de viver. Viver é incomum perto. Reacender o espírito e morrer. Viver é como tirar Deus de Deus. A vida já não é a mesma. Deus não é o mesmo. E se tudo acabar não há sonhos que resista à inexistência. Não há nem mais sonho e a morte, firme, reina descompensada por não existir amor, vida. Feliz como se a morte fosse a razão de tudo.