Blog da Liz de Sá Cavalcante

Mar de esperança

Combater a mim é não ser triste, ter essência. Não tenho essência, nem em respirar ofegante por respirar. Falo de amor no inaudível do ser. É esperança, é mar. Eu transformo o mar em poesia e fico com fobia ao dia. Amo a energia rara do mar: ressaca de uma vida. O mundo do corpo é a alma. O mundo do ser é o fim. Ambos têm a mesma vida, incompatíveis entre si. O mundo do corpo e o mundo do ser têm o mesmo rasgar, mesma pele. Cheiro, memória não nasceram juntos e viverão tão juntos. Parecem ser a mesma coisa. Não são. Apenas o céu é sempre céu e o fim é a igualdade das estrelas.