Saber mais do que a vida. O não saber influi no saber, na vida que fica isento de mim, plumas de morte. O desespero tem raiva de mim. O vento é o abstrato do desespero. O maior desespero é o dia. Dia após dia. O desespero fala comigo com a voz do amor. Não me desespera, insisto em voltar para minha realidade, que não é a do desespero. Minha realidade é apenas uma luz. E essa luz não depende do amanhecer. Ela sou eu. Isso é tudo que sei. Mesmo assim, sei mais que a vida. Sei de mim. Isso nem a vida, nem a realidade, nem o sonho, nem o despertar podem me tirar a paz.
