Preciso de um pouco de sensibilidade, de que não me decepcionem. Não interfiro meu olhar, meu sentir, mas é tudo que tenho para amar mesmo sem credibilidade. A minha voz me escuta, me faz me ver. Eu existo ao menos para mim. Me emociona minha verdade. Ao menos ainda sou minha, sou injustiçada no desamor. Vivo ainda na verdade, mesmo se morresse por isso. Ninguém tem o direito de me denegrir. Não vou deixar minha verdade partir. Ela é fiel a mim até na morte. Eu era vida até a incompreensão dos outros. Isso me faz morrer.
