A vida tira minha privacidade. Escamoteia minha pele. Defino as minhas ausências, dores, não defino meu ser. A dor me define: referência de vida, Entre a morte e a vida, solidão. As pessoas acreditam ser solidão, eu me misturo por ser só, são duas pessoas numa só: eu e a solidão. Atravesso meus olhos e, enfim, a morte são meus olhos e eu nunca vivo o depois que está nos meus olhos, no meu amor. A vida me deu um depois e eu vou vivê-lo até continuar no depois do fim.
