Blog da Liz de Sá Cavalcante

Almas e almas

Ajudem-me a sentir. Estou anestesiada de dor numa alegria mortal? Chamo de alegria aquilo que consigo sentir. Esmaga-me de amor. Escrever desconcerta o despertar. Tenho, na alma, minha presença e a solidão antiga me abraça como sendo hoje. Está demais tanto amor e, falando, preenche a vida. Nada vem do nada. O nada é o silêncio. A voz é essência do silêncio. Se viver é sacrilégio, o que é o nada? A interdição do nada, ilusão de interceder pelo céu. As lembranças são um corpo imóvel sem iniciativa, como o iniciar do tempo inexistente. É a reflexão. O tempo existente é a liberdade. As minhas várias liberdades se acariciam na minha alma. Liberdade que, dando vida à minha alma, torna-me sua vida.