Blog da Liz de Sá Cavalcante

Quem tem a sorte de um adeus?

Quem tem a sorte de um adeus? Eu não tive, estou viva, feliz como se existisse sol à noite. Minhas mãos de estrelas não captam o céu. Eu o percebo pela falta que me faz. Por me tornar só triste. Sem precisar, imagino o céu nas entranhas dos meus sonhos. Nem meus sonhos me tiram de mim, da minha realidade de alegria. Destino é alegria. Os olhos floreiam o nada. Nada acontece sem o céu. O nada, espírito de um céu que se vê em mim, abandonado como eu. O possível no impossível.