A cicatriz da morte não sara, vem de dentro. A morte mais sensível do que eu é o meu exemplo de vida de sensibilidade, é o altar da saudade. Entre nós e o ficar, resta a vida. A alegria é uma vírgula. Fico entre a poesia e eu. Fica a nadar poesia no mar de palavras. As palavras sabem quem sou. Sou o que fizeram de mim. Sou o amor que muitos me dão. Dar não é receber. O sonho da luz na escuridão é vida. Vida é deixar minha alma na solidão, arder a alma sem respirar. Ser autêntica como uma flor a nascer. O nascer não nasce sem ajuda. Até esquecer ajuda o nascer. É essencial morrer para viver como quem não procura o céu, o pensamento. Mas a essência da separação, que ilumina meu abandono mental, espiritual, do meu corpo, da minha alma, pela perda da falta sem saudade. A poesia é linear a mim. É melhor ter poesia como um segredo de alma a desvendar a vida em mim.
