Vou falar não pela fala, pela aflição, pela dor contida no peito. O que espreme o peito salva o coração. Vou me enfiar em ti, solidão. Vou fazer de ti o meu sono, minha força. Despertar na minha vida é triste. Eu quero dormir na minha solidão e não precisar acordar. Quero que os abraços cheguem a mim ao dormir e cheguem a mim ao morrer.
