O não do olhar é o sim do amor? Olhos perdidos de amor é pouco olhar para muito amor. Amor é como vulcão. A totalidade do ser é sofrer de uma morte imaginária e a morte se imagina na imaginação e está nela. Sente, ama tanto que não percebe os ser, defende a alma na alma. Por amor, nada se perde no sentir. Vislumbrar o que não possuo, ter dedos entre mortes precárias, atingir o céu no amor. Imaginar é escolher o pensar, escolher o que amo. Privar o amor de amar deixa intacto o amor. Não dar em nada o amor que sorri, que vive, mas salvei teu abandono no meu ventre. A saudade é o ventre nascendo em mim. E o que aparece sem imagem é falta do imaginar. O retiro da imaginação é apenas a necessidade do abstrato sem imaginação.
