Blog da Liz de Sá Cavalcante

Tempo da linguagem

Nunca verão a linguagem pelo que ela é. A sensibilidade que torna tudo ausente. A ausência fala no meu sorrir. A ausência é o tempo. Viver é vida. Não sei que coragem a vida se tornará viver. Amargura é ser o eu, o fim da vida. Muitos são como medo. O que a natureza demonstra seu irrevelável. O silêncio pode faltar, regressar-me como nada e eu vivo de porém. Tua alma é insuperável tristeza. O nome da vida tem apenas saudade, falta de identidade. Carrego meu coração de mar. Abandonar a mim é ter certeza de ser feliz. Não vou desistir da morte. Ganho a vida de todos os dias. Sempre me sentirei viva como amor. Separar é ter alma, é a volta do que não foi, do que não existe. O nada na pele de Deus é a existência. A existência é rara sem voz, sem compreender, mas escuto dentro de mim o respirar inerte da fala no ficar da alma pela existência. Tenho o mar no céu, no inesgotável de mim. Onde Deus se inspira em mim, como o sol aquecendo meu amor. Eu sou um pouco ar, um pouco sacrifício, um pouco ficar entre palavras que modificam a vida. O desaparecer de um instante é mais um instante. Desaparecer, presença gratuita de ser. O fogo é alma. Fogo na alma são lembranças. O refúgio é vida. Viver é a naturalidade do adeus em mim. Morri sem saber me despedir. Despeço-me apenas na poesia. Nascer sem poesia não é nascer. Todos têm uma poesia dentro de si.