A sensibilidade é isenta do imagina. É mais do que imaginar, é suspender a vida, o imaginar por mim, que estou confusa sem a realidade, sem sonhos. Começo a imaginar. Fecho os olhos na solidão e destruo a dor. Culpo-me de não sofrer. Então, de onde vem essa angústia? Fico parada, me anestesio de solidão. É como ser o pulmão da vida. Me conformo com estar morta, não com ser só. Vivo para não viver. Respiro, volto ao mar da ilusão, da perfeição. Nada tem as mãos que te deu, poesia. É fascinante olhar para o nada do céu.
