Blog da Liz de Sá Cavalcante

Igualdade

Não sei a diferença da fé, de mim, da morte, da espera: é tudo igual à morte, exige o que não se tem nem eu, nem a morte. Somos o fim de Deus. Deus morre por bondade e cessa os exageros da alma. Morrer é poder chorar. O imperdoável da morte é a vida numa alma de giz sem nada escrever. Quero morrer em igualdade com Deus. Sinto suas fraquezas, me faz consolar e ser consolada. Não precisa existir nada. Se Deus existe, a existência é particular. Nada se ama sem estímulo. Mesmo sem amor é feliz. Sou feliz como os pássaros a cantar. Sonhos se deformam no despertar. Ausência é despertar, são vidas não vividas, nem no amor, nem em mim.