Blog da Liz de Sá Cavalcante

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Talvez meu espírito me envolva sem a minha solidão secando as dores pelo medo de ser feliz. Eu me apoio nas cinzas ocupadas em não morrer. É o caos da alegria. Eu diante de mim. O que é resistir senão não ficar ficando. Sonhos se mexem na alma sem movimento. O depois é resto do hoje? Obcecar a alma num abscesso. Reviver o olhar no meu fim. Transmitir a morte como apenas saudade. Vazio que me faz ser onde não estou. Estar é a normalidade sendo monotonia. Não existo, sou meu lar. O que toma meu corpo como amor é a pele vazando nos sonhos do adeus. Deixar o amor ser inspiração. Escrever é alguém para mim. Não há uma direção a seguir, mas há o momento de voltar a mim.