Blog da Liz de Sá Cavalcante

A descontinuidade da vida é presença eterna do meu amor

A morte me protege do pior: que meu amor seja infectado pela vida, como sendo a falta de um sussurro no suspirar eterno. A lembrança, falta de um amor, de suspirar como respiro. A mudança do suspirar para o respirar é a alma. O que falta no silêncio é a alma, a alma é o fim do silêncio, é o amanhecer mais pleno, verdadeiro. Nada aprendi no silêncio, pois aprender é amor. Amor, não pelo que aprendi, mas pelo sentimento de aprender algo que seja eu. Amor se aprende ao viver o amor. Amar não é teoria, é praticar. Amo se deixo de olhar a vida como vida e a vejo como amor. O suspirar é o meu olhar. Respirar é a falta que meu olhar me faz, por viver.