Blog da Liz de Sá Cavalcante

Obstruir

Obstruir meu corpo na vida é com gratidão que o meu corpo se decompõe como um suspirar que fala, que retorna a minha vida e a retorno num único suspirar que parece o mar de tão infinito e perfeito. O mar isola minha liberdade onde há apenas liberdade. O meu corpo incorpora o espírito como esquecimento na lembrança. Se o fim do espírito sou eu, tenho que mostrar o fim à vida, que seja um fim no bem, para o bem. Tudo tem um motivo, uma função para existir. E que o bem prevaleça e que meu espírito seja esse bem maior. Não sei até onde vai o espírito, aonde vou, mas nunca será o fim. Já vivi de tudo, já amo sempre mais. O que tiver de ser será, como um encontro. O céu me incorpora para eu deixar o espírito. Sinto meu corpo paralisado de emoção. Tudo foi apenas temporário, fugaz. Foi tão bom que agora eu estou viva, vibrante, radiante como um sol a nascer.